As campanhas presidenciais de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva movimentaram conjuntamente R$ 130,8 milhões em despesas durante o primeiro turno das eleições de 2026. Os dados financeiros constam na base de informações do Tribunal Superior Eleitoral, com atualizações registradas até o período da votação, realizada em 4 de outubro.
Individualmente, a campanha de Flávio Bolsonaro declarou despesas no valor de R$ 65,19 milhões, montante que ficou R$ 5,47 milhões abaixo da arrecadação total obtida pela candidatura. Por sua vez, os gastos da campanha de Lula alcançaram R$ 65,6 milhões, conforme as informações consolidadas até a primeira semana de outubro.
Apesar do volume de recursos declarados pela chapa petista, o valor efetivamente pago até o período somava R$ 34,8 milhões, o que corresponde a cerca de 53% das despesas totais informadas. A candidatura de Lula também registrou o repasse de aproximadamente R$ 1 milhão em doações direcionadas a outros partidos e candidatos, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro não contabilizou repasses dessa natureza.
As regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral determinam que os candidatos à Presidência da República possuem um limite máximo de gastos fixado em R$ 133 milhões para todo o processo eleitoral, somando os limites previstos para o primeiro e o segundo turnos da disputa.
No detalhamento das contas prestadas pelas candidaturas, o setor de serviços prestados por terceiros liderou o volume de recursos empregados. Essa categoria, que abrange diferentes prestações de serviços contratadas para a mobilização eleitoral, concentrou R$ 39,6 milhões nas contas de Flávio Bolsonaro e R$ 40,7 milhões na campanha de Lula.
No tocante aos materiais voltados para a divulgação pública, a campanha do candidato do PL informou o desembolso de R$ 3,14 milhões especificamente com publicidade em adesivos, além de R$ 57,6 mil direcionados à confecção de materiais impressos para a disputa.






