Dois advogados foram presos no Ceará sob a suspeita de atuarem como intermediários na transmissão de mensagens entre líderes de organizações criminosas. A ação policial e ministerial ocorreu no âmbito da Operação Elo Oculto, deflagrada para desarticular esquemas de comunicação ilícita ligados ao ambiente prisional.
O trabalho investigativo foi conduzido pelo Ministério Público do Ceará, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas. A ofensiva teve como objetivo cumprir mandados judiciais em diferentes localidades do estado para enfraquecer a articulação interna e externa de grupos criminosos.
No total, a operação cumpriu oito mandados judiciais, divididos igualmente entre ordens de prisão e de busca e apreensão. As diligências foram realizadas em municípios estratégicos, abrangendo Caucaia, Fortaleza, Itaitinga e São Gonçalo do Amarante.
Além dos dois profissionais da advocacia, os mandados de prisão expedidos pela Justiça também alcançaram um detento e outra pessoa apontada como participante do esquema. O grupo seria responsável por viabilizar o fluxo de comunicados entre presos e membros que permanecem em liberdade.
Segundo o Ministério Público, a estrutura investigada permitia que ordens e orientações fossem repassadas de dentro dos estabelecimentos prisionais para o meio externo. Dessa forma, as lideranças conseguiam manter contatos e direcionar atividades ilícitas mesmo estando sob custódia do Estado.
A operação busca justamente interromper esse canal de transmissão e impedir que unidades prisionais funcionem como pontos de comando para o crime organizado. As autoridades informaram que as investigações continuam em andamento para aprofundar a apuração e identificar outros eventuais envolvidos na rede.






