O candidato a governador do Ceará, Ciro Gomes, comentou o vaivém das decisões judiciais recentes que impactaram os recursos e o tempo de propaganda eleitoral de sua chapa. Em vídeo publicado nas redes sociais, o tucano associou as medidas desfavoráveis ao trabalho do grupo político aliado ao governador Elmano de Freitas, que busca a reeleição.

Ciro classificou a sequência de decisões como uma tentativa de golpe judicial e apontou a si mesmo como o principal alvo da manobra. Segundo o político, o intuito inicial dos adversários era atingir os candidatos Roberto Cláudio, postulante a vice, e Capitão Wagner, que concorre ao Senado.

O posicionamento ocorreu após a coligação de Ciro obter uma vitória jurídica no Tribunal Superior Eleitoral. O ministro André Mendonça cassou uma liminar anterior proferida pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, restabelecendo o apoio da União Progressista à chapa tucana.

A decisão de Marques havia suspendido os atos de campanha de Roberto Cláudio e Capitão Wagner devido a um impasse entre os diretórios nacionais do União Brasil e do Progressistas. As legendas divergiram do alinhamento local da federação com a coligação de Ciro.

No pronunciamento, o candidato criticou duramente a condução do processo e mencionou conexões familiares do magistrado que havia concedido a liminar. Para Ciro, a medida representou uma tentativa de inviabilizar sua participação na disputa pelo governo estadual.

Ainda na terça-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques declarou-se suspeito para continuar relatando os processos referentes à participação da federação partidária na coligação. A mudança ocorreu um dia após a concessão da liminar que restringia a campanha dos aliados do ex-ministro.

Ao concluir suas declarações, Ciro afirmou que o grupo opositor pretendia consolidar uma candidatura única na prática. A restrição ocorreu faltando poucos dias para o encerramento da campanha eleitoral em curso.