A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição e uso de lotes falsificados do medicamento Phesgo, utilizado no tratamento de determinados casos de câncer de mama, e da toxina botulínica Dysport 500 U. A medida preventiva foi publicada no Diário Oficial da União e visa impedir que produtos irregulares continuem disponíveis no mercado para a população.

No caso específico do Phesgo, a determinação atinge o lote B5011B05, que traz a indicação de fabricação em junho de 2025. A fabricante Roche informou à agência reguladora que identificou no mercado unidades com características diferentes das do produto original, confirmando a fraude. O medicamento é indicado para o tratamento de pacientes diagnosticadas com câncer de mama HER2-positivo.

Para as unidades falsificadas do Phesgo, a proibição estende-se também ao armazenamento, importação, exportação, venda e utilização. A fabricante e os órgãos de controle alertam que os produtos atingidos pela determinação não devem ser utilizados em hipótese alguma pelos pacientes.

A medida de restrição também alcança três lotes do Dysport 500 U, um medicamento à base de toxina botulínica. Os lotes irregulares identificados são o P08191, o P08192 e o P22368. A fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica comunicou que não reconhece esses lotes como itens originais de sua linha.

Historicamente, medicamentos desse tipo já foram alvos de fraudes anteriores no país. Em agosto, a agência reguladora havia determinado a apreensão de outro lote falsificado do mesmo Dysport 500 U, identificado como P22686, que nunca foi importado oficialmente pela empresa detentora da marca.