A adolescente Ana Beatriz dos Santos Nascimento morreu na última sexta-feira em Fortaleza, após passar meses internada em decorrência de sequelas de um disparo de arma de fogo. O caso que vitimou a jovem ocorreu na véspera do Natal, no dia 24 de dezembro de 2024, no município de Maranguape. A família da vítima sustenta que o tiro que atingiu a cabeça da adolescente partiu de um policial militar durante uma abordagem.

Na ocasião dos fatos, a jovem, que tinha 15 anos, passeava na garupa de uma motocicleta com o namorado. O condutor do veículo avistou uma equipe da Polícia Militar na Praça do Gereraú, mas optou por desviar do local para evitar a apreensão da moto, cujo escapamento estava alterado e gerava barulho. Ao tentar seguir por outra rota no bairro Tabatinga, o piloto deparou-se com uma viatura policial em uma esquina.

Nesse momento, segundo relatos obtidos durante as investigações, o condutor ouviu o som de um disparo e, em seguida, um segundo tiro. Na sequência, percebeu que Ana Beatriz havia sido atingida e caído da garupa da motocicleta. De acordo com informações do irmão da vítima, a bala atravessou o capacete que ela utilizava e atingiu a região da nuca.

Após o ocorrido, a adolescente foi socorrida inicialmente para o Hospital Municipal Dr. Argeu Gurgel Braga Hersbster, em Maranguape. Devido à gravidade da lesão, a paciente precisou ser transferida para a unidade de terapia intensiva do Instituto Dr. José Frota, em Fortaleza, onde passou por diversos procedimentos cirúrgicos ao longo dos meses seguintes.

No final de agosto, a jovem voltou a apresentar complicações médicas relacionadas ao crânio e necessitou de novas intervenções cirúrgicas. Após os procedimentos, ela permaneceu hospitalizada, apresentou piora em seu quadro clínico e teve a morte cerebral confirmada pela equipe médica. O falecimento ocorreu duas semanas após completar 17 anos, e o sepultamento foi realizado no sábado.

A Delegacia Metropolitana de Maranguape ficou responsável pelas investigações para apurar a autoria do disparo desde a época da ocorrência. O namorado da vítima registrou um boletim de ocorrência com o acompanhamento de um advogado, e o capacete utilizado pela adolescente foi apreendido para análise pericial no âmbito do inquérito policial.