A Agência Nacional de Vigilância Sanitária suspendeu os ensaios clínicos brasileiros de uma terapia celular experimental da empresa Novartis. A medida foi adotada após a confirmação de mortes de pacientes decorrentes de uma reação imunológica grave durante os testes da substância.
A pesquisa avaliava o uso do tratamento em doenças autoimunes raras e graves. Com a determinação publicada no Diário Oficial da União, os testes em humanos e a inclusão de novos voluntários na pesquisa foram imediatamente interrompidos no país.
O procedimento experimental utiliza células de defesa modificadas em laboratório para atacar alvos específicos no organismo. A técnica já é empregada em terapias contra alguns tipos de câncer e passou a ser testada recentemente para enfermidades autoimunes.
A suspensão ocorre após a notificação de três casos de uma condição conhecida como síndrome hemofagocítica associada a células efetoras imunes. A complicação consiste em uma reação exagerada do sistema de defesa que pode resultar em risco de morte.
Apesar da paralisação de novas etapas e inclusões, a resolução estabelece que o monitoramento clínico e o acompanhamento dos pacientes que já receberão o tratamento devem ser mantidos pelas equipes responsáveis.






