Uma advogada investigada por integrar uma facção criminosa no Ceará foi solta e colocada em prisão domiciliar. A defesa solicitou a revogação da prisão preventiva ou a substituição por medidas cautelares.

O Ministério Público opinou pelo deferimento da prisão domiciliar devido à periculosidade, mas o pedido foi aceito porque ela é mãe de criança menor de doze anos e não possui antecedentes criminais. A suspeita agora utiliza tornozeleira eletrônica e está proibida de usar telefone fixo ou celular.

A investigação policial apontou que a profissional atuava como um correio humano para o grupo criminoso. Documentos indicam que ela mantinha contato direto com uma conselheira da extinta facção Guardiões do Estado para transmitir recados entre detentos e integrantes em liberdade.

A atuação ultrapassava a atividade advocatícia regular, servindo como elo operacional para repassar ordens e informações sobre visitas. Os levantamentos também apontam que a suspeita recebia passagens aéreas custeadas pela organização para realizar viagens e manter o fluxo de informações com faccionados fora do Estado.

A Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará informou que eventuais condutas incompatíveis com a ética profissional serão apuradas pelo Tribunal de Ética e Disciplina em processos sob sigilo.