El Niño preocupa o Nordeste com chuvas abaixo da média
Fenômeno pode ser um dos mais fortes da história, segundo projeções climáticas
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O fenômeno El Niño, com probabilidade de ser um dos mais fortes já registrados desde 1950, gera preocupação para o Nordeste brasileiro. Projeções indicam que a chance de sua ocorrência durante a primavera e o verão de 2026-2027 no Hemisfério Sul ultrapassou 90%.
O monitoramento climático aponta para um rápido fortalecimento do fenômeno, que já se encontra em estágio inicial de desenvolvimento e intensificou-se em agosto, com anomalias de temperatura significativas no Pacífico Equatorial Leste. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o El Niño tende a causar chuvas abaixo da média nas regiões Norte e Nordeste.
Isso pode impactar negativamente os níveis dos rios, a navegação, o acesso a comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Em contrapartida, nas regiões mais ao sul do país, o fenômeno pode provocar chuvas acima da média, elevando o risco de enchentes e danos a estruturas ligadas à pesca e aquicultura.
Outras regiões podem enfrentar temperaturas elevadas, exigindo atenção especial às condições hídricas e de cultivo.