Uma nova pesquisa publicada na revista Neuron sugere que a forma como respiramos pode influenciar nossas decisões financeiras. Um estudo realizado por cientistas alemães indica que a respiração lenta, com uma expiração mais longa que a inspiração, pode tornar as pessoas mais propensas a assumir riscos.

Os pesquisadores utilizaram ressonância magnética e monitores cardíacos para investigar os efeitos da respiração controlada no cérebro e nas tomadas de decisão. Eles observaram que a expiração prolongada ativa o sistema nervoso parassimpático, conhecido por promover o relaxamento.

Essa ativação, por sua vez, parece aumentar a sensibilidade do cérebro às recompensas. Como resultado, os participantes do estudo se mostraram mais dispostos a aceitar apostas e decisões arriscadas, sem que sua sensibilidade a perdas fosse alterada.

O estudo, conduzido com adultos saudáveis, sugere que técnicas de respiração podem ser uma ferramenta para a autorregulação. Os cientistas apontam que a respiração controlada pode ter aplicações em contextos clínicos, como no auxílio a transtornos de ansiedade e depressão.