O presidente regional do PDT, deputado federal André Figueiredo, admitiu um erro histórico do partido em 2022. Em entrevista, ele reconheceu que a decisão de não apoiar a então governadora Izolda Cela à reeleição provocou o rompimento entre Cid e Ciro Gomes e encerrou a parceria com o PT.

André Figueiredo avalia que a manutenção da candidatura de Izolda Cela teria evitado a crise política que afetou as eleições de 2022, 2024 e ainda reflete na campanha de 2026. Ele declarou que apoiar a reeleição de Izolda teria sido a melhor solução para o Estado.

Na época, o PDT, sob a liderança de Ciro Gomes, optou pela candidatura de Roberto Cláudio ao Governo do Estado. Segundo André, o partido não previu o impacto da aliança entre Lula e Camilo Santana, que resultou na eleição de Elmano em primeiro turno.

Figueiredo também comentou sobre Ciro Gomes, a quem chamou de "amigo". Apesar das divergências, ele sinalizou uma possível reaproximação, destacando a relação política e pessoal de mais de 30 anos.

No entanto, ponderou que as palavras de Ciro em campanhas eleitorais nem sempre contribuem para o debate político. Ele ressaltou a importância de escolher candidatos com postura equilibrada para as próximas eleições.