Novo laudo aponta assassinato de soldado Gisele
Investigação descarta suicídio e aponta intervenção de segunda pessoa no caso
Reprodução/Divulgação
Um laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo concluiu que a soldado Gisele Alves Santana foi assassinada, descartando a hipótese de suicídio. A polícia considera evidente a intervenção de uma segunda pessoa na morte da soldado.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ex-marido da vítima, é acusado pelo feminicídio e está preso desde março. O documento aponta que a hipótese de suicídio foi falsificada e é incompatível com os vestígios físicos encontrados.
A perícia destaca que a análise de manchas de sangue e outros elementos coletados no local descartaram a possibilidade de a soldado ter tirado a própria vida. Segundo a decisão de prisão preventiva, o cenário onde a policial foi encontrada morta com um tiro na cabeça foi alterado para parecer suicídio.
A investigação aponta que o local passou por uma alteração atípica. A soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento em fevereiro.
Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência evoluiu para um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, está preso preventivamente e foi denunciado pelo Ministério Público.
Seu interrogatório, previsto para esta semana, foi adiado para 8 de setembro.