A inadimplência das famílias brasileiras atingiu o maior nível em 15 anos em julho, conforme dados divulgados pelo Banco Central. O índice geral subiu de 5,4% para 5,8%, o patamar mais alto desde março de 2011.
Nas modalidades de crédito livre, onde juros são livremente pactuados, a taxa também registrou recorde, passando de 7,4% para 7,8%. No crédito direcionado, a inadimplência pessoa física também alcançou um novo recorde, com alta de 3% para 3,4%.
A inadimplência geral, que inclui empresas, subiu de 4,9% para 5,2% no crédito livre e de 2,9% para 3,1% no direcionado. O comprometimento das famílias com o pagamento de dívidas também continuou a subir em junho, atingindo 28,9% do orçamento mensal, mesmo com o programa Desenrola 2.0.
O endividamento total das famílias, em relação à renda, cedeu marginalmente para 49,8%, mas permanece em patamares elevados. Esses números geram preocupação no mercado de crédito.
Especialistas e autoridades analisam a situação, enquanto o Banco Central prepara medidas para mitigar riscos. Apesar da queda na taxa Selic, os juros médios no crédito total caíram de 33,3% para 32,1% ao ano em julho.
A concessão de crédito total em julho apresentou queda de 1,6% em relação a junho, totalizando R$ 736,8 bilhões. Houve aumento nos desembolsos para famílias no crédito livre, mas queda para empresas.
No crédito direcionado, as concessões totais subiram 1,0%.






