O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) denunciou à Justiça a policial militar Júlia Natália Girão Gomes e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, pela morte do soldado da Polícia Militar Raphael Sampaio da Silva. O casal já havia sido indiciado pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) por homicídio qualificado.

O MP adicionou na denúncia os crimes de destruição de cadáver e fraude processual. Segundo a denúncia, o crime foi premeditado e executado com divisão de tarefas entre os dois envolvidos.

As investigações apontam que os acusados teriam simulado o sequestro da policial militar para criar uma versão falsa dos fatos e afastar suspeitas. Registros de câmeras de vídeo monitoramento, laudos periciais e outros elementos colhidos durante a apuração revelam inconsistências na narrativa apresentada pelo casal.

Conforme a apuração policial, Júlia teria pago R$ 50 a um colega de Corporação para trocar de plantão e trabalhar na data do crime. Após o expediente, ela pediu carona ao soldado Raphael Sampaio.

Os dois seguiram até uma rua no bairro Jangurussu, em Fortaleza, onde a policial morava com o marido. A investigação aponta que os disparos que mataram o PM ocorreram a cerca de 30 metros da residência do casal.

Imagens e outros elementos reunidos durante o inquérito indicam que um segundo veículo se aproximou do carro da vítima momentos antes dos tiros. A Polícia Civil sustenta que esse automóvel pertencia a Antoneudo Ribeiro Lima Júnior.

Após o homicídio, o corpo de Raphael foi levado para Itaitinga, onde o veículo dele foi incendiado. A Justiça do Ceará negou o pedido de habeas corpus em favor da soldado Júlia Natália, e ela permaneceu presa.

A defesa da policial também havia representado pela substituição da prisão preventiva por domiciliar, mas a possibilidade também foi negada. Depoimentos colhidos durante a investigação indicam que Raphael e Júlia mantinham um relacionamento extraconjugal.