A economia do Ceará encerrou o primeiro semestre de 2026 com um cenário misto. Enquanto o varejo e o setor agropecuário registraram avanços significativos, a indústria e os serviços apresentaram resultados negativos.
O comércio varejista cearense cresceu 4,0%, superando a média nacional. O setor de veículos, motos e peças foi um dos destaques, com alta de 7,9%.
No campo, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas teve um aumento expressivo de 88,1%, impulsionada pelas boas chuvas no início do ano. Produtos como milho e feijão apresentaram as maiores altas previstas.
No entanto, culturas tradicionais como mandioca e cana-de-açúcar devem encolher. A indústria cearense acumulou uma queda de 3,0%, na contramão do crescimento nacional.
Atividades como produtos de metal e derivados de petróleo tiveram ganhos, mas máquinas elétricas, têxteis e vestuário sofreram perdas. O setor de serviços também recuou 5,1% no acumulado do ano.
O mercado de trabalho mostrou melhora, com a taxa de desemprego caindo para 6,6%. Contudo, a inflação oficial na Grande Fortaleza acumula alta de 4,03% até julho, acima da média nacional.
A expectativa para o segundo semestre é de melhora, com a queda da taxa Selic beneficiando setores sensíveis ao crédito.






