Preconceito e desinformação dificultam tratamento do HIV
Estigma e mitos sobre a doença impedem testagem e terapia, alertam especialistas.
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O preconceito e a desinformação sobre o HIV continuam sendo barreiras significativas para o enfrentamento da doença. Uma pesquisa internacional aponta que essas dificuldades podem levar a cerca de 440 mil mortes evitáveis até o final desta década.
Apesar dos avanços científicos no tratamento e prevenção, o medo e o estigma ainda afastam pessoas da testagem e do início da terapia. No Brasil, dados recentes indicam um aumento no número de casos, com 39.216 novas infecções registradas.
A Região Sudeste concentrou a maior parte das notificações. A pesquisa também revelou que uma parcela considerável da população ainda possui percepções equivocadas sobre os riscos de contrair o vírus.
Um em cada cinco entrevistados acredita que pessoas vivendo com HIV não podem ter uma vida sexual ativa. Além disso, apenas 29% sabiam que pessoas em tratamento eficaz, com carga viral indetectável, não transmitem o vírus por via sexual.
Esses dados evidenciam a necessidade de combater a desinformação e o estigma associados à doença.