Uma pesquisa recente aponta que aproximadamente 47,7 milhões de brasileiras, o que representa 54% da população feminina, já vivenciaram algum tipo de violência doméstica prevista na Lei Maria da Penha. O estudo, realizado pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, ouviu mais de 1.500 pessoas em todo o país.

A violência psicológica surge como a mais recorrente, afetando 42% das entrevistadas. Em seguida, aparecem a violência moral (29%), física (25%), sexual (10%) e patrimonial (9%).

Apesar do alto índice de conhecimento sobre a proteção contra a violência física, há um desconhecimento significativo sobre outras formas amparadas pela lei. As agressões são, em sua maioria, praticadas por parceiros ou ex-parceiros.

Entre os principais obstáculos para que as vítimas busquem ajuda das autoridades estão o medo de represálias, a sensação de impunidade dos agressores e a lentidão do sistema judiciário. Grande parte das mulheres avalia que a legislação, por si só, não é suficiente para solucionar o problema, sendo necessárias mudanças culturais e ações estatais mais efetivas.

A pesquisa também indica que muitos homens ainda não reconhecem certas atitudes como violentas e tendem a se omitir diante de agressões.