Um homem que trabalhou por cerca de 18 anos como caseiro em uma propriedade rural de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, foi resgatado pela Auditoria-Fiscal do Trabalho. A operação identificou condições análogas à escravidão, após o trabalhador ter sido atraído por promessas de salário mínimo e registro em carteira que nunca foram cumpridas.

Durante a fiscalização, a família foi encontrada em situação de extrema vulnerabilidade, contando com apenas um pacote de macarrão para a alimentação de todos os membros. Os auditores constataram ainda a restrição da liberdade do trabalhador, que era impedido de deixar a propriedade sem autorização.

O homem também relatou ter sofrido um acidente de trabalho sem receber qualquer assistência médica. O Ministério Público do Trabalho firmou um Termo de Ajuste de Conduta com o empregador, que deverá pagar verbas trabalhistas e regularizar o vínculo empregatício.

A ação contou com o apoio da Polícia Federal e da rede de proteção social para o atendimento das vítimas.