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Saberes Indígenas do Ceará Chegam ao SUS com Fitoterápicos

Projeto Interculturalidade e Farmácias Vivas integrará 10 plantas medicinais na rede pública de saúde para povos tradicionais.

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Por Redação MQ
Saberes Indígenas do Ceará Chegam ao SUS com Fitoterápicos
Reprodução/Divulgação
Um projeto inovador no Ceará unirá saberes indígenas, conhecimento acadêmico e políticas públicas para fortalecer a medicina tradicional no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, batizada de Interculturalidade e Farmácias Vivas, foca na produção de fitoterápicos a partir de vegetais cultivados em territórios indígenas do estado. Com a participação de quatro territórios, dez espécies medicinais e oito agentes indígenas de cultivo, o projeto visa distribuir 75 mil unidades de xaropes, pomadas e tinturas. Plantas como chambá, babosa, capim-santo, hortelã e alecrim-pimenta, semeadas por comunidades Tapeba, Tremembé, Pitaguary, Tabajara e Kalabaça, agora farão parte da rede formal de fabricação. Coordenado pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), em parceria com a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), o projeto busca dar visibilidade ao uso de plantas medicinais ancestrais. A previsão é que a fabricação dos fitoterápicos ocorra em outubro, com distribuição para aldeias indígenas em 17 municípios cearenses a partir de dezembro. Inicialmente, os produtos serão destinados à população indígena. Contudo, o núcleo de Fitoterapia do Estado pode beneficiar toda a sociedade, caso os municípios demonstrem interesse em implantar o programa Farmácia Viva. A farmacêutica Aleksandra Barroso Gomes, coordenadora do projeto, destaca a importância de recursos próprios para essa expansão. Lucas Guerra, coordenador do Dsei, ressalta que a medicina indígena é uma ciência com respostas para diversos males. A iniciativa também busca garantir que esses saberes não sejam apropriados, mas permaneçam com os povos tradicionais. Há ainda a proposta de que essa política pública se estenda a outros estados brasileiros, disseminando a valorização dos conhecimentos ancestrais.

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