Priscila Costa nega racha e cobra acordo no PL
Deputada federal afirma que pré-candidatura ao Senado segue decisão nacional e critica postura regional.
Reprodução/Divulgação
A deputada federal e pré-candidata ao Senado, Priscila Costa (PL), negou que sua candidatura tenha surgido de divergências internas no Partido Liberal no Ceará. Ela afirmou que seu nome e o do deputado estadual Alcides Fernandes foram lançados oficialmente em maio de 2025, por decisão do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Segundo Priscila, o deputado federal André Fernandes deixou de manter o compromisso inicial de sustentar as duas pré-candidaturas ao Senado após assumir o comando regional da legenda em setembro do ano passado. Ela relatou ter recebido a mudança de posição com surpresa, pois o entendimento firmado anteriormente previa o lançamento simultâneo dos dois nomes.
Priscila Costa confirmou que Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro estarão no Ceará em 10 de julho, em Fortaleza, para um ato nacional que marcará o início das articulações do PL para a sucessão presidencial de 2026. O encontro também contará com o lançamento das pré-candidaturas de Priscila Costa e do pastor Alcides ao Senado.
A deputada ressaltou que sua candidatura integra um projeto político construído nacionalmente pela direção do partido e reiterou que não pretende confrontar a liderança regional da legenda. Ela afirmou respeitar as articulações conduzidas pelo dirigente estadual com o PSDB e as orientações da Executiva Nacional.
O grupo de André Fernandes priorizou um acordo com Ciro Gomes, apresentando o nome do pai, pastor e deputado estadual Alcides, ao Senado, com o ex-deputado Capitão Wagner como segundo nome. Priscila foi excluída dessa composição, gerando reação de Michelle Bolsonaro, que se solidarizou com Priscila e criticou uma possível aliança do PL com Ciro Gomes.