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Príncipe da Família Real é impedido de entrar em palácio

Herdeiro alega ter sido barrado por parentes e recorre à Justiça para reaver acesso ao imóvel.

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Por Redação MQ
Príncipe da Família Real é impedido de entrar em palácio
Reprodução/Divulgação
O príncipe Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança relatou ter sido impedido de entrar no Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis (RJ), por seus próprios parentes. O herdeiro da Família Real brasileira afirma que o episódio ocorreu após ele deixar o imóvel para se exercitar e ser barrado por seguranças. Ele conseguiu retornar ao palácio por outro acesso, mas alega ter temido por sua segurança e que bombas de gás lacrimogêneo foram usadas contra ele. O caso foi parar na Justiça, que determinou a reintegração de posse do imóvel ao príncipe. Após recuperar o acesso, Dom Pedro Tiago constatou o desaparecimento de diversos pertences pessoais, incluindo roupas, um tablet, bicicletas e um automóvel. Seus advogados avaliam medidas judiciais para a devolução dos bens. A disputa também expõe divergências familiares sobre o futuro do palácio, avaliado em cerca de R$ 70 milhões. O príncipe busca preservar o imóvel histórico, tombado pelo Iphan desde 1930, e que pertence à Companhia Imobiliária de Petrópolis, empresa com sócios que incluem seu pai e tios. Em nota, a Casa Imperial do Brasil informou que o príncipe foi privado de acesso a seus pertences e documentos. Ele sustenta que reside no local desde o nascimento e que seus pais se casaram e ele foi batizado no palácio. A empresa proprietária do imóvel, presidida por Afonso Bourbon de Orléans e Bragança, ainda não se manifestou sobre as acusações. O palácio, construído entre 1859 e 1861, serviu a diversas funções após a Proclamação da República e, desde 1925, é residência de descendentes da monarquia.

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