Câmara de Guaramiranga rejeita investigação de vereador
Serginho Mesquita (Republicanos) foi indiciado por violência doméstica; vítima se diz cansada após votação.
Reprodução/Divulgação
A Câmara Municipal de Guaramiranga, na região do Maciço de Baturité, rejeitou o requerimento que pedia a instalação de uma comissão especial. O objetivo era apurar quebra de decoro parlamentar e eventual perda de mandato do vereador Serginho Mesquita (Republicanos).
Ele é acusado de agredir sua então esposa em abril deste ano. A sessão legislativa ocorreu na noite da última quinta-feira (18).
O requerimento foi rejeitado por quatro votos “não” contra dois votos “sim” e uma abstenção. O documento, assinado pelos vereadores Christian Bezerra Silva (PDT) e Romário Barrozo (PDT), indicava materialidade e indícios suficientes para a apuração.
Entre os pontos citados estavam a prisão em flagrante, o indiciamento, o relato da vítima e um procedimento judicial em curso. Serginho Mesquita foi preso em 23 de abril, em Baturité, sob suspeita de agredir a esposa.
Um dia depois, ele foi liberado provisoriamente com medidas cautelares. Ele também havia sido exonerado do cargo de secretário municipal.
Após a votação, Lícia Rios, a mulher que denunciou Serginho Mesquita, manifestou-se. Ela disse estar “cansada” e que sofreu pressões.
Lícia negou motivação política em sua denúncia e frisou a existência de provas, como o exame de corpo de delito. Ela lamentou a revitimização a que disse estar sendo submetida.
Esta não foi a primeira tentativa de votação. O requerimento já havia sido pautado para uma sessão em 21 de maio.
Naquela ocasião, não foi atingido o número mínimo de parlamentares presentes para que a proposição fosse apreciada.