Ethan Ewing critica excesso de aéreos no surfe brasileiro
Australiano questiona critérios de julgamento da WSL e valorização de manobras repetitivas em detrimento do estilo
Reprodução/Divulgação
O vice-campeão mundial Ethan Ewing expressou descontentamento com o atual critério de avaliação da WSL. Em podcast, o australiano afirmou que surfistas brasileiros, como Italo Ferreira, estariam priorizando a execução de aéreos em vez de uma leitura técnica e fluida das ondas.
Para Ewing, a repetição de manobras aéreas tem retirado elementos essenciais como progressão e estilo da equação competitiva. Ewing destacou que, embora reconheça o alto nível técnico e a ousadia dos brasileiros, a abordagem atual parece mecânica.
Ele citou o exemplo de Italo Ferreira em Raglan, onde o brasileiro venceu com uma série de aéreos, como um modelo de surfe com o qual não se identifica. O australiano defende que o esporte deveria valorizar mais as longas curvas e a variedade de manobras.
Apesar das críticas, o atleta admitiu que o desempenho dos brasileiros é impressionante. Ele ressaltou a qualidade técnica de manobras como o aéreo de Yago Dora, classificando-o como algo insano.
Para Ewing, o desafio é equilibrar a inovação acrobática com a essência do surfe clássico para garantir o crescimento saudável da modalidade.