Copa do Mundo de 2026 Inicia com Polêmicas Fora de Campo
Restrições migratórias, vistos e preços recordes de ingressos marcam o mundial antes da bola rolar.
Reprodução/Divulgação
A Copa do Mundo de 2026, que tem início nesta quinta-feira (11), já está marcada por diversas polêmicas fora das quatro linhas. Em coletiva realizada na Cidade do México, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu foco no futebol, mas os debates se concentraram em questões externas.
Entre os temas, destacam-se as restrições migratórias impostas pelos Estados Unidos, um dos países-sede. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, por exemplo, foi impedido de entrar no país e teve que retornar à Turquia.
Infantino lamentou o ocorrido, afirmando que a Fifa não controla governos ou policiais. A delegação do Irã também enfrentou problemas, recebendo vistos para os jogadores apenas na última sexta-feira (06).
A comissão técnica e dirigentes foram barrados, e a seleção precisou mudar sua base de Tucson, nos EUA, para Tijuana, no México, devido à demora. A embaixada iraniana na Turquia chegou a acusar os EUA de tratamento discriminatório, e torcedores relatam cancelamento de ingressos.
Outra controvérsia são os preços dos ingressos, considerados os mais caros da história. Bilhetes para a final chegam a custar até US$ 7,8 mil, superando os valores da Copa de 2022 no Catar.
O presidente da Fifa defendeu o preço de entrada de US$ 60 como o menor em torneios esportivos nos EUA, atribuindo os valores mais altos ao mercado secundário. Infantino garantiu que todo o dinheiro gerado é reinvestido em países que necessitam, permitindo a transmissão gratuita na TV.
A Copa do Mundo de 2026 será aberta nesta quinta-feira com o confronto entre México e África do Sul, às 16h (de Brasília), no estádio Azteca.