Brasil na encruzilhada: commodities e terras raras
País tem potencial estratégico em recursos naturais, mas precisa de estratégia nacional e investimentos.
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O Brasil se encontra em um momento decisivo na geopolítica mundial. Diante da instabilidade global, com conflitos e rupturas nas cadeias de suprimentos, o país surge como um potencial protagonista devido à sua força em commodities agrícolas e às vastas reservas de terras raras, essenciais para o desenvolvimento tecnológico futuro.
As oscilações nos mercados de energia e matérias-primas, impulsionadas por eventos como a guerra na Ucrânia, aumentaram a volatilidade. Paralelamente, a demanda por minerais estratégicos para tecnologias de ponta, como veículos elétricos e semicondutores, está em ascensão.
O Brasil, já relevante na exportação de soja e minério de ferro, possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, ficando atrás apenas da China. Esses minerais são cruciais para a transição energética e a disputa tecnológica.
A China lidera a produção mundial, gerando preocupação entre países ocidentais pela dependência. A Agência Internacional de Energia prevê um crescimento expressivo na demanda por terras raras até 2040.
Para capitalizar essa oportunidade, o Brasil enfrenta desafios como a modernização do marco regulatório, investimentos em tecnologia, infraestrutura e refino, além de uma gestão ambiental rigorosa. A ausência de uma estratégia nacional de longo prazo é o principal obstáculo.
O país precisa definir se permanecerá como exportador de matérias-primas ou se aproveitará para se integrar às cadeias tecnológicas globais, fortalecendo sua soberania econômica em um cenário internacional cada vez mais competitivo.