Lula critica EUA sobre classificação de facções criminosas
Presidente defende soberania brasileira e nega intervenção estrangeira, alertando para interesses em riquezas naturais.
Reprodução/Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas. A declaração foi feita em Sergipe, onde o presidente reafirmou a soberania nacional.
Lula enfatizou que, embora estas facções sejam terroristas para as comunidades brasileiras, causando transtornos a famílias e cidades, a classificação externa não justifica qualquer intervenção estrangeira. Ele destacou que o combate a esses grupos é uma responsabilidade interna do Brasil, com leis específicas já aprovadas para esse fim.
O presidente expressou "muita tristeza" com a postura norte-americana e cobrou respeito à nação. Lula alertou para a possibilidade de que o interesse dos EUA esteja relacionado às vastas riquezas minerais do Brasil, como terras raras e a Amazônia, além de citar o tráfico de armas com origem nos Estados Unidos.
Lula reforçou que o Brasil não aceita ser tratado como uma "republiqueta", sendo um país de grande relevância. Ele defende o multilateralismo e a valorização da democracia, tratando todas as nações com o mesmo respeito.
O governo brasileiro, segundo o presidente, tem intensificado o combate às organizações criminosas, com a aprovação de leis antifacção, contra o crime organizado e a PEC da Segurança Pública.