Justiça para Cão Orelha: Pai de Investigado Cobra Provas em Caso Sem Imagens
Polícia de SC ouve 20 testemunhas e analisa mil horas de gravação, mas não há imagens da agressão que vitimou mascote comunitário.
A investigação da brutal morte do cão comunitário "Orelha", em Florianópolis (SC), ganha um novo capítulo com a declaração do pai de um dos adolescentes suspeitos. Em entrevista ao Fantástico, o homem, não identificado, cobrou justiça e afirmou que, se o envolvimento do filho for comprovado, ele deverá responder, ressaltando a ausência de provas concretas até o momento. A família nega "passar a mão" na cabeça do jovem, exigindo que a verdade venha à tona.
A Polícia Civil de Santa Catarina já ouviu mais de 20 testemunhas e analisa cerca de mil horas de gravações de câmeras de segurança da Praia Brava, onde o caso teria ocorrido. No entanto, a delegada Mardjoli Valcareggi revelou que, até agora, não há testemunhas que presenciaram a agressão ao animal nem imagens do momento exato do crime. O advogado Rodrigo Duarte da Silva, que representa duas famílias de investigados, pediu celeridade e clareza nos depoimentos para isentar os inocentes e responsabilizar culpados na medida exata de suas ações.
O cão "Orelha", um mascote querido pela comunidade local há uma década, foi encontrado agonizando e precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade das lesões. Quatro adolescentes são suspeitos do crime, e a polícia apura ainda a denúncia de um possível caso de coação de testemunha por parte de um policial civil, pai de um dos investigados. A delegada confirmou a investigação sobre a coação, mas negou o envolvimento de agentes de segurança no ataque ao animal.
Fonte: Diário do Nordeste